domingo, 27 de maio de 2012

Palestra de Lourenço Barros na S.E. Allan Kardec

No próximo dia 29 de junho, às 20 horas, na Seara Espírita Allan Kardec, à Rua Joaquim Távora, 191, Centro, Garanhuns - PE, haverá uma palestra do orador e conferencista Espírita, Lourenço Barros, sobre Emoções. Esteja convidado para prestigiar este evento. Nossos sinceros agradecimento pelo seu apoio.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Palestras em 2012 - ATUALIZADA

Atualizando minhas palestras para 2012:
Data
Local
Horário
Tema
01/06/2012
Seara Espírita Allan Kardec
19:30h
Ética e Espiritismo
21/06/2012
Centro de Estudo e Difusão Espírita Joana de Angelis
20:00h
idem
 

domingo, 20 de maio de 2012

1º SEMEG - Seminário da Mulher Espírita de Garanhuns - PE

1º SEMEG - Seminário da Mulher Espírita de Garanhuns - PE
Data: 16 de junho de 2012
Local: Auditório do Centro Espírita Joanna de Ângelis
Horário: 09:00 às 12:00 hs - 14:30 às 17:00 hs
PROGRAMAÇÃO
09:00h
Abertura – Momento Musical
Prece
Homenagem às mulheres  Espíritas  pioneiras do Espiritismo em Garanhuns
09:30h - 10:30h
INTERVALO
10:00h - 12:00h
Palestras
1ª palestra: A MULHER NO EVANGELHO DE JESUS com Fernanda Vieira Santos
2ª palestra: A MULHER ESPÍRITA NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA com Márica Áurea
12:00h
INTERVALO - ALMOÇO
14:30h - 16:00h
Pinga fogo (perguntas e respostas)
16:00h -17:00h
Dinâmica de grupo
Confraternização
Momento musical
Prece final

quinta-feira, 3 de maio de 2012

VI CURSO DINÂMICO PRÁTICO PARA EDUCADORES ESPÍRITAS INFANTOJUVENIL – 2012

PROGRAMAÇÃO DO VI CURSO DINÂMICO PRÁTICO PARA EDUCADORES ESPÍRITAS INFANTOJUVENIL – 2012  
Tema central : A EDUCAÇÃO ESPÍRITA ATRAVÉS DE UMA NOVA PROPOSTA PEDAGÓGICA
19 e 20 de maio – Agreste e sertão de PERNAMBUCO – BELO JARDIM
contatos:
Virginia Nóbrega: 9133-5621/9832-4963/8768-0392/3037-1814 ou pelo email: cij.cee@gmail.com

Contato em Belo Jardim-PE:

Vânia: vaniapsf@hotmail.com
81-9821-5704/81-9408-6461
Cleide ou Marcelino
81-3726-3903
81- 3726-1486
email: cleide_a_alcantara@hotmail.com

DIA
HORA
OFICINA
FACILITADOR
Sábado
13:00h
ENTREGA DE CREDENCIAIS

19.05.12
13:30 h
Abertura
VIRGÍNIA

14:00 h
O educador espírita  e uma nova proposta pedagógica
VIRGÍNIA

14:30h
IMPORTANCIA DO PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO ESPÍRITA  INFANTOJUVENIL : Utilizando uma nova proposta
  • Organização de Espaço
  • Manejo na sala de educação espírita infanto-juvenil
  • Uma nova proposta pedagógica para o estudo espírita infanto-juvenil
   Como utiliza-la em sala de aula ? Como planejar as aulas ?
Irty, Irze, Sheila e Eudóxia

16:00
INTERVALO


16:30
CONTINUAÇÃO DAS OFICINAS


18:30
Intervalo - JANTAR


19:30
Oficinas de atividades em sala de aula
  • Contação de história
  • O teatro na educação espírita
  • Jogos e dinâmicas

  • Margareth e Jacyara
  • Eudóxia e Vera Martha
  • Edna Souza

21:30h
Encerramento do dia
  •  
DOMINGO
20.05.12
08:30h
Construindo recursos didáticos com material reciclável :
  • Trabalhando com formas animadas ( fantoches , marionetes, etc. )
  • Trabalhando com Cenários para contação de história ( teatro de sombra, filminhos , teatrinhos )
Utilitários para organização da sala de aula

  • Vera Martha
  • Edna Souza 
Virgínia , Arlene e Rodrigo

10:30
INTERVALO


11:00h
CONTINUAÇÃO DAS OFICINAS


12:00H
APRESENTAÇÃO DAS ATIVIDADES 
Todos

12:30h
MOMENTO DE ARTE
Grupo Girassol

13:00 h
ENCERRAMENTO  DO CURSO E ENTREGA DOS CDs COM APOSTILAS as casas participantes

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ave, 18 de Abril!

Ave, 18 de Abril!

Antônio Moris Cury
Foi no dia 18 de abril de 1857, na cidade de Paris, capital da França, que veio a lume "O Livro dos Espíritos", a obra basilar do Espiritismo, ditada pelo mundo invisível e compilada, separada, classificada e codificada pelo ínclito professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que, propositadamente, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que tivera em recuada existência pretérita, a fim de que a obra pudesse ser comprada, se fosse o caso, pelo seu conteúdo e não por quem a assinava, já que era ele muitíssimo conhecido e reconhecido, como professor e como autor de diversos livros, vários dos quais adotados pela Universidade de Paris, notadamente os que versavam sobre educação.

Teve considerável peso também, na adoção do pseudônimo, o fato de que o livro foi ditado pelos Espíritos Superiores, daí o título "O Livro dos Espíritos", não sendo obra dele, professor Rivail, portanto, não obstante tenha nela lançado inúmeros comentários e observações pessoais.

Nota-se, assim, desde logo, por esses detalhes, a conduta reta e ilibada do professor Rivail, o codificador do Espiritismo, que foi discípulo de Johann Heinrich Pestalozzi, famoso educador e fundador do Internato de Yverdon, na Suíça, e, posteriormente, seu substituto predileto, tendo sido considerado pelo célebre astrônomo francês Camille Flammarion "o bom senso encarnado", que, acrescente-se, sempre procurou agir com seriedade e sem rejeições apriorísticas, características do verdadeiro cientista.

Constituía traço característico de sua personalidade, por igual, a preservação da ética, sempre, em suas múltiplas e variadas expressões.

De 1855 a 1869, quando desencarnou em 31 de março, o eminente e ilustrado professor Rivail consagrou sua existência ao Espiritismo.

Em seu túmulo, no Cemitério Père Lachaise, em Paris, uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei!

Por outro lado, decorridos 141 anos, não se pode deixar de reconhecer que os ensinos contidos em "O Livro dos Espíritos", em sua essência, permanecem absolutamente aplicáveis aos dias atuais, o que, por si, recomenda a leitura, a releitura e, sobretudo, a reflexão, em torno de tão preciosa obra, que contém os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade.

Verdadeira síntese do conhecimento humano, é um tesouro colocado em nossas mãos, que merece, por isso mesmo, repetimos adredemente, ser lido e refletido de capa a capa, palavra por palavra.

Com efeito, para dizer o mínimo, convém salientar que o Espiritismo nada impõe a seus profitentes, e muito menos a terceiros.

Ao contrário, procura orientar sempre, pela palavra escrita ou falada, que somos dotados de livre-arbítrio, da faculdade de decidir livremente sobre quaisquer assuntos, esclarecendo ao mesmo tempo que, exatamente por isso, somos responsáveis pelas decisões que tomemos, sejam quais forem e nos mais variados campos, e naturalmente responsáveis pelas suas conseqüências.

Por outra parte, enfatiza lições seculares, procurando demonstrar com exemplos e com fatos que "a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória" e que "a cada um será concedido de acordo com as suas obras".

Consola, ao salientar que ninguém será condenado irremediavelmente pelos erros, males e equívocos cometidos, porquanto até mesmo em outra reencarnação, que detalha e aprofunda, poderá repará-los, parcial ou totalmente, até quitá-los integralmente, contando com todas as oportunidades de que necessite para tal, uma vez que Deus, sendo o Pai Celestial de todos nós, a nenhum de seus filhos abandona ou desampara.

Consola, igualmente, ao demonstrar cabalmente que as Leis Naturais são perfeitas e por isso mesmo imutáveis, advindo daí a certeza de que a Justiça Divina, que nelas se baseia, é absolutamente imparcial, não havendo seres privilegiados na Criação ou privilégio de qualquer espécie a quem quer que seja, prevalecendo a convicção de que Deus não pune, não castiga e não premia a ninguém, sendo, assim, soberanamente bom e justo, Ele que é a inteligência suprema do Universo, causa primária de todas as coisas!

Por fim, nestas rapidíssimas observações, o Espiritismo ensina que o amor é a lei maior da vida, consubstanciada por Cristo na sentença que constitui o seu ensino máximo "amar ao próximo como a si mesmo", vale dizer, aconselhando que façamos ao próximo aquilo que gostaríamos que ele nos fizesse, porque quem assim procede estará, por esse mesmo motivo, "amando a Deus sobre todas as coisas".

Aliás, esta sentença de Jesus de Nazaré, o Cristo, modelo e guia da Humanidade, nosso mestre e amigo de todas as horas, também ensina e deixa muito claro que para que amemos ao próximo é absolutamente indispensável que nos amemos, de modo que é necessário, no mínimo, que tenhamos elevada auto-estima.

Agindo com amor e praticando o Bem, ensina-nos a veneranda Doutrina Espírita, ingressaremos na estrada que nos conduzirá à perfeição relativa e à felicidade suprema, destino final dos seres humanos, sendo certo que, assim, sem dúvida, seremos muito mais felizes, desde agora, aqui mesmo na Terra!
"Com efeito, para dizer o mínimo, convém salientar que o Espiritismo nada impõe a seus profitentes, e muito menos a terceiros."
(Jornal Mundo Espírita de Abril de 1998)

domingo, 15 de abril de 2012

COMUNICAÇÃO DE UM ANENCÉFALO

Ricardo Di Bernardi

Inicialmente, lembramos que anencéfalo, embora seja considerado sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral estando faltante regiões do cérebro que impossibilitarão sua sobrevivência pós parto.

Afim de colocarmos a visão espírita sobre este importante problema exemplificaremos com um caso real. Usaremos nomes fictícios. João e Maria, eram casados há 2 anos. A felicidade havia batido à sua porta. Maria estava grávida. Exultantes procuraram o médico Obstetra para as orientações iniciais. Planos mil ambos estabeleceram. Ao longo dos meses, no entanto, foram surpreendidos , através do estudo ultrassonográfico, da triste notícia de que seu bebê era anencéfalo. Ao serem informados caíram em prantos ao ouvirem a proposta do obstetra lhes oferecendo o abortamento. Posicionaram-se contrários explicando sua visão espírita.

-- Trata-se de um ser humano que renasce precisando de muito amor e amparo. Nós estaremos com nosso filho (a) até quando nos for permitido.

-- Mas, esta criatura não vai viver além de alguns dias ou semanas na incubadora disse o obstetra.

-- Estamos cientes, mas até lá seremos seus pais.

Guardavam, também, secretamente, a esperança de que houvesse algum equívoco de diagnóstico que lhes proporcionasse um filho saudável.

Durante nove meses dialogaram com seu bebê, intra-útero. Disseram quanto o (a) amavam. Realizaram, semanalmente, a reunião do Evangelho no Lar, solicitando aos mentores a proteção e amparo ao ser que reencarnava.

Chegara o grande momento : Em trabalho de parto, Maria adentra a maternidade com um misto de esperança e angústia. A criança nasce; o pai ao ver o filho sofre profundo impacto emocional tendo uma crise de lipotímia. O bebê anencéfalo sobrevive na incubadora com oxigênio, 84 horas. Há um triste retorno ao lar.

Passam-se aproximadamente 2 anos do pranteado evento. João e Maria, trabalhadores do instituto de cultura espírita de sua cidade frequentavam na mencionada instituição, reunião mediúnica quando uma medium em desdobramento consciente informa ao coordenador do grupo:

-- Há um espírito de uma criança que deseja se comunicar.

-- Que os mediuns facilitem o transe psicofônico para a atendermos - responde o dirigente.

Após alguns segundos, uma experiente medium dá a comunicação :

-- Boa noite, meu nome é Shirley venho abraçar papai e mamãe.

-- Quem é seu papai e sua mamãe ?

-- São aqueles dois - disse apontando Joào e Maria.

-- Seja bem vinda Shirley, muita paz! que tens a dizer ?

-- Quero agradecer a papai e mamãe todo o amor que me dedicaram durante a gravidez, sim, eu era aquele anencéfalo.

-- Mas voce está linda agora.

-- Graças as energias de amor recebidas, graças ao Evangelho no Lar, que banharam meu corpo espiritual durante todo aquele tempo.

-- Como se operou esta mudança ?

-- Tive permissão para esta mensagem pelo alcance que a mesma poderá ter a outras pessoas. Eu possuia meu corpo espiritual muito doente, deformado pelo meu passado cheio de equívocos. Fui durante nove meses envolvida em luz . Uma verdadeira cromoterapia mental que gradativamente passou a modificar meu corpo astral (perispírito). Os diálogos que meus pais tiveram comigo foram uma intensa educação pré-natal que muito contribuiram para meu tratamento. Eu expiei, no verdadeiro sentido da palavra. Expiar é como expirar, colocar para fora o que nào é bom . Eu drenei as minhas deformidades perispirituais para meu corpo físico e fui me libertando das minhas deformidades. Como meus pais foram generosos. Meu amor por eles será eterno.

-- Por que estás na forma de uma criança, já que te expressas tào inteligentemente ?

-- Por que estou em preparo para o retorno. Dizem meus instrutores que tenho permissão para informar. Meus pais tem o merecimento de saber. Devo renascer como filha deles, normal, talvez no próximo ano.

Após dois anos renasceu Shirley, que hoje é uma linda menina de olhos verdes e cabelos castanhos, espírito suave e encantador.

Fraternalmente
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/bernardi/anencefalo-e-abortamento.html - acesso em 15/04/2012

sábado, 14 de abril de 2012

Atualizando minhas palestras.

Bom, ando muito afastado das palestras por dois motivos:
  1. - minha esposa está estudando à noite e, então, preciso tomar conta das filhas e o
  2. - é que pretendo, tendo, vou fazer o possível para estudar para o concurso TRF da 5ª Região.


Não obstante tal situação, ainda assim faço algumas palestras:

  • 12/05/2012 - sábado - no Centro Espírita Bezerra de Menezes, a partir das 14:30h - TEMA LIVRE com base no Evangelho Segundo o  Espiritismo;
  • 21/062012quinta-feira - no Centro de Estudo e Difusão Espirita Joana de Angelis - CEDE, a partir das 20:00h - TEMA: ÉTICA E ESPIRITISMO;

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Espiritismo Século XXI - novo blog Espírita

Acaba de entrar no ar o mais novo blog Espírita: Espiritismo Século XXI - http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/, que vem com a seguinte informação inicial:

Este blog surge na mesma semana em que a revista eletrônica "O Consolador" comemora 5 anos de existência.
Nascida no dia 18 de abril de 2007, neste domingo - dia 8 de abril de 2012 - a revista chegará à sua edição número 255.
Procuraremos utilizar este blog para atualizar, com vistas aos nossos amigos e simpatizantes do Espiritismo, as notícias que sejam de interesse geral, no tocante à doutrina espírita e também às dificuldades relacionadas com o uso do idioma português.
Aos que nos prestigiarem com sua atenção, desde já o nosso agradecimento e o nosso abraço.

domingo, 11 de março de 2012

Falta o arrastar dos chinelos

Ele reencarnou aos 11 de março de 1934. Seu novo nome, na nova existência: CLÓVIS SOARES FERREIRA LINS e foi uma das figuras mais importantes na minha vida e de outras pessoas que com ele conviveram, em 76 anos de existência terrena.


Há 60 dias não temos mais o arrastar dos chinelos no meio da casa, marca registrada de quem passou dos setenta anos e, como ele mesmo dizia “tô ficando véio!”.

Este artigo é a minha forma de homenagear meu velho pai e, mal começo a digitar estas linhas, as lágrimas insistem em saltar aos olhos!

Não conheço uma pessoa que tenha convivido com ele, que não sinta sua falta, de parentes, amigos a ex-patrões!

Sabe aquela criatura que tira do seu próprio prato ou dá o seu prato inteiro se você pedisse? Pois é, ele era assim! Se eu, minha esposa, o neto, as netas, os netos e sobrinhos “agregados” pedissem, ele cederia de bom grado e ainda diria “não estou com fome!”

Quantas vezes minha esposa dizia a ele: “tem tal comida no fogão!” O que ele fazia? Comia um pouco e deixava para a gente!

Seu time do coração? Santa Cruz, time que a neta mais nova passou a torcer, o que fazia seu orgulho e alegria! Mas e a outra neta? A outra neta é torcedora do arquirrival Sport! Mas o amor do Vovô Clóvis era grande demais para isso fazer alguma diferença, pois não é que comprava coisas do Sport para a neta?!

Houve uma época, ainda lembro bem, eu era garoto e, ele e minha mãe passaram a maior dificuldade, chegando a ficar quase a pão e água. E eu? Mandaram-me para a casa de um tio, para não sofrer com aquela situação.

Nos últimos anos, seu prazer era levar meu almoço. Reclamava quando entrava de férias ou de recesso, ou então, quando eu dizia a ele que “hoje não vai almoço, pois vou comprar por lá mesmo.” Ah, ele não gostava, não.

Não foi um homem rico que pudesse dar presentes caros ou outros supérfluos, mas nunca tive um único motivo de me envergonhar. Aliás, eu bem que poderia ser como ele, um verdadeiro poço de paciência! Sempre os outros na frente, pois ele gostava de ser sempre o último.

Seu refúgio? O lar, de onde saía para levar meu almoço e comprar o seu jornal de segunda-feira.

Conforme me vem as lembranças, vou narrando alguns “causos” [1] vivenciados com meu pai:

CAUSO 01 – SUPERMAN, O FILME
Lá estava eu, no antigo Cine Jardim, hoje sede do SEBRAE, assistindo Superman, o filme. Pergunto ao meu pai:
- Painho, o Senhor gostaria de ser o “superhomi”, assim?
- Eu, não! – respondeu.
- E por que não? – voltei a perguntar.
- Oxe, Claudinho - sempre me chamou assim! – e eu lá quero ser imortal!?
Bem que poderia ser...

CAUSO 02 – O CAWBOY E O CAVALO
Ele trabalhava numa padaria e chegava morto de cansado. Deitava na sua cama, enquanto minha mãe assistia a novela na casa da vizinha, pois, nessa época não tínhamos TV.
Lá estava ele, deitado, em decúbito ventral, ou como dizemos em nordestinês, de bucho mesmo. Eu pulava nas suas costas, segurava pela gola da camisa e começava a pular, fazendo-o de cavalo.
O que ele fazia, cansado, doido pra dormir? Dava risadas! Eita, meu velho!

CAUSO 03 – FINALMENTE, A TV
Um belo dia, meu pai me chamou para ir com ele à rua. Somente ele e eu e todo cheio de segredos (não era pra falar pra minha mãe)! Hum, que estranho...
Chegamos de frente a uma antiga loja da cidade e entramos. Ele começou a olhar os televisores, em preto e branco, claro e, me perguntou:
- O que você acha?
- Acho de quê?
- Qual a melhor televisão? – retrucou ele.
Eu já estava com o coração aos saltos e, pensei: “Painho tá louco! Vai comprar uma TV!”
Ele olhou, olhou e escolheu uma TV e... comprou em 14 prestações semanais de 1.400,00 cruzeiros! Ainda lembro o dia!
Quem chamou ele de doido foi minha mãe, quando a TV chegou.
Assistimos aquela seleção mágica de 1982 pela nossa TV, em preto e branco!

CAUSO 04 – CARREGANDO ÁGUA
Eu tinha 3 para 4 anos, se bem me lembro e, na casa onde morávamos, não tinha água encanada. Meu pai tinha de pegar em latas. E eu, pequeno ia junto, “ajudando” o pobre coitado. Ele não teve dúvidas: pegou duas latinhas de leite, pregou um pauzinho em cada uma e eu ganhei minhas latinhas de carregar água junto com ele.
Essa lembrança é tão nítida, que me lembro até do seu sorriso e o da minha mãe, me vendo com aquelas latinhas “pesadas”.

CAUSO 05 – VISITANDO OS PARENTES DISTANTES
Era raro meu pai viajar, principalmente depois que minha mãe desencarnou.
Um dia, meu tio o convidou para visitar os irmãos e sobrinhos na cidade de Palmares.
Quando cheguei do trabalho, ele estava conversando com minha esposa e, depois, ele me contou os detalhes: ele não queria ir, porque, quem levaria meu almoço? E a neta? Quem ajudaria a buscar no colégio (nessa época, só tínhamos Larissa).
Eu disse a ele: vá visitar o pessoal de Palmares.
Bom, na segunda-feira, pela manhã, meu tio veio pegá-lo, depois que eu saí para o trabalho. Quando cheguei, algo em torno de 19:00h meu pai já estava em casa.
Indaguei à minha esposa o que tinha acontecido. “Painho não viajou?” Sim, havia viajado, mas já retornara!
Depois ele me disse que meu tio estava com um pouco de pressa pra voltar!
Um dia meu tio me disse a outra versão dos fatos: chegando em Palmares, foram visitar os parentes e, sempre que chegavam em alguma casa, meu pai dizia a meu tio:
- Valdemir, num apressando não viu, mas quando quiser voltar, eu já pronto!
Isso se repetiu em todas as visitas, até que meu tio disse: então vamos embora!
Agora, avalie se ele estivesse com pressa?

CAUSO 06 – SEU PRIMEIRO NETO
Meu filho mais velho, Thiago, hoje com 20 anos, quando era pequeno, era outro xodó do vovô Clóvis!
Todo fim de semana eu pegava ele para ficarmos juntos e era uma alegria para meu pai, ter o seu netinho em casa.
Lógico que, quando eu chegava com ele, meu pai tinha sempre algum brinquedinho para dar... coisas de avô...

CAUSO 07 – A ESTRELA QUE CAIU DO CÉU
Um dia eu achei que uma estrela havia caído do céu, bem no meio da rua onde morava. Eu olhava da janela e via aquela “coisa” brilhando! Só podia ser uma estrela!
E fui correndo contar para meu pai.
Na hora ele não me disse que não podia ser uma estrela, mas veio olhar comigo e me disse:
- É a luz do poste no calçamento, Claudinho...



[1] - os causos não estão em ordem cronológica, porque vou digitando à media que me lembro.

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